segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Matemática da Vida




Mais um dia de vigoroso inverno. Ana sentia seu sangue congelado, correndo lentamente por cada veia e artéria mas pareciam se recusar chegar as extremidades de seu corpo. Já acostumou-se a não saber destinguir a dor do frio em suas mãos e pés levemente azulados da dor da fome que a despertava durante todo o sono. Encolhida sobre sua cama improvisada com ripas de madeira, restos de papel de propaganda política e uma coberta poída, alí estava tudo o que tinha, embaixo de um balcão do que teria sido um dia, uma bela igreja, hoje semi-destruída e saqueada, mas que ainda servia de abrigo para alguns "esquecidos". Suas botas não poderiam sair dos pés assim como cada peça de roupa ou os "ratos" poderiam levá-los.

Algumas vezes, chegava a se imaginar dormindo e não acordando mais. Enquanto dormia, podia forçar por sonhar os mais belos sonhos de uma jovem de 14 anos ou resgatar lembranças adormecidas. Lembranças de um passado onde tinha família, casa, irmãs, com sua mãe acordando-a pela manhã, uma mesa com comidase a ilusão de segurança de um lar. Um passado que a permitia sorrir.

Esforça para sentar seu corpo que apesar da magreza, parece pesar toneladas. Expira profunda e lentamente ao mesmo tempo que vai arrumando o lenço de sua cabeça, que a protege do frio e esconde sua cabeça raspada. O medo de doenças como tifo não permitia vaidades.

"Mais um dia..." pensava. "O que irei comer? "

Coloca a mão no bolso de seu casaco e retira um último pedaço de pão duro e meio bolorento. Tinha o tamanho de um pulso cerrado de uma criança de 5 anos. Fixa-o e o devora como uma fera devora sua presa. Agora teria um pouco de energia até que conseguisse ter sua próxima refeição.

Planejamento do dia: sobreviver e buscar comida. Ela não era a única nessa meta. Quase todos que restaram na cidade (mais da metade da população foi embora pro campo e outra parte morreu ou haviam sido mortos por todos os motivos possíveis), estavam sendo dizimados pelo "comunismo de guerra", onde os dominadores confiscavam toda a comida e esmagavam a vida de um povo doente e faminto que imploravam por paz e pão.

Ana levanta-se e caminha em direção à porta. Puxa uma das folhas encostada e observa a rua. A neve hoje não está tão espessa pois consegue ver metade descoberta de alguns corpos abandonados pela rua. Alguns soldados caminham conversando. Alguns operários solitários estão indo à fábrica. Não se via cães ou qualquer outra espécime de animais caminhando pelas ruas, não só pelo frio mas por agora serem artigos de luxo e serem observados não como animais de estimação, mas sim como alimento. Ana entendia agora, o outro sentido do que um dia aprendera na escola sobre a cadeia alimentar. O maior devora o menor. O mais forte devora o mais fraco. O governo os devorava. E eles? Quem e o que seria mais fraco? Ela sabia que a fome unia os homens mas se petrificava em lembrar de histórias sobre a mais terrivel união: a antropofagia. Todos esses corpos abandonados, dependendo de seu estado, tornavam-se parte dessa cadeia em meio ao desespero. Isso tudo enquanto milhares de toneladas de cereais envelheciam e apodreciam nos galpões das ferrovias.

Ana precisava encontrar uma forma de conseguir alimento. Não queria vender "favores" àqueles velhos asquerosos das fábricas. Já não aguentava mais sentir seus hálitos podres de desejos insanos e doentis sugando sua vitalidade e sonhos juvenis. Alguns chegavam ao extremo da brutalidade à ponto de marcarem seu corpo com ferro incandescente, como quem marca gado. Se não bastasse sua alma marcada pelos terrores do homem sua pele também carregava como um diário escrito com sua carne e sangue.

Esgueira seu corpo por entre as folhas da porta e sai à rua. Mãos nos bolsos, cabisbaixa mas com olhar atento à qualquer movimento, caminha silenciosamente próximo às paredes altas e cinzas, cravejadas por buracos de balas dos prédios, como se fosse um fantasma. Ou pelo menos tentava ser.

continua...

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Boa Noite!

Acordo aos gritos de desespero em meio à escuridão . Meu corpo molhado e meu rosto pálido denunciam meu terror. Demoro segundos que me parecem eternos, apoiando o peso de minha cabeça sobre os cotovelos em meu colchão, que mais me parecia um caixão, com a respiração ofegante e insuficiente para insuflar todo o meu pavor interno. O único som que me envolve é de meus batimentos cardíacos que parecem testar o limiar de meus tímpanos. Esses primeiros instantes de toda essa descarga adrenérgica deixa-me completamente desorientada. Não poderia reconhecer meu quarto. Fecho os olhos, respiro lentamente, tento me controlar mas o cheiro do medo que paira no ar não me permite calma. Abro os olhos lentamentes. Olho ao redor e tento reconhecer o ambiente. Estou deitada sobre uma grande cama de casal, com lençois de cetim de um tom claro mas não consigo destinguir exatamente a cor devido a penumbra em que se encontra o quarto. Ao meu lado direito uma grande janela que une o chão ao teto de algo em torno de 2m, com grande cortinas de voal que se movimentam devido a passagem da brisa noturna de uma das partes entreabertas.
Continuo a exploração. Observo a presença de um grande quadro vertical com uma figura feminina, uma escrivaninha em estilo muito provenciano com pilhas de papéis, tinteiros e um mata-borrão sobre sua superfície. Noto a presença de um candelabro ao chão. Estranhamente, quando chego à parte esquerda do quarto, nada posso ver além de um relógio marcando 3 horas e 15 minutos. O restante da parede me parece de um breu total.

Num impulso de coragem misturada com inconsequência, retiro-me da cama e coloco os pés no chão. Tenho a impressão de mergulhar meus pés em água. Olho para baixo mas o chão está coberto de uma névoa branca. Reparo na longa camisola de algodão que cobre meu corpo ainda gélido pelo suor. Lembro então do candelabro perto da escrivaninha. Começo a caminhar e agora tenho certeza da água no chão. À medida que caminho, o som de meus passos sobre a água ecoam pelo quarto. Abaixo-me e toco o candelabro. Sinto seu calor como que se tivesse sido usado recentemente. Acendo-o e aos poucos sua chama fraca vai aos poucos revelando-me cenas que nunca em minha sã consciência poderia criar.

Na parede esquerda, antes incógnita, agora percebo um grande espelho emoldurado em madeira talhada com cabeças angelicais e ornamentos ao estilo Luís XV. O relógio ainda continua à marcar 3h 15min. Caminho em sua direção, segurando a luz à altura de meus olhos, margeando a cama. Ao alcançar o espelho, vejo parte do quarto iluminado refletido. Mas não entendo a ausência de meu reflexo. Talvez uma brincadeira de ilusão de ótica plantada para testar as reações das pessoas. Fixo o olhar e elevo minha mão livre e com mais um passo toco o espelho. A sensação elétrica percorreu em cadeia todo meu corpo. Uma dor extrema golpeou meus rins pelas costas. Não pude me conter e mergulhada na dor, abaixei e encolhi como em posição fetal derrubando o candelabro que se apagou.

Instantâneamente, a dor desapareceu. Abri os olhos e apalpei o chão procurando o candelabro. Acendo-o novamente e olho à frente. Não conseguia entender. Agora eu estava olhando para o quarto em outro ângulo, da esquerda para a direita. Vou em direção à cama mas um vidro me impede. Bato continuamente forçando minha passagem, em vão. Olho para atrás e nada vejo além da escuridão de uma parede de tijolos antigos. Estava enclausurada num espaço de não mais que 2m quadrados. Tateio todo lugar. Grito à pedido de ajuda. Toda minha sensação de terror inicial se apodera de mim novamente. Em minha consciente vulnerabilidade, me acalmo e choro. Um choro de criança. Sento de frente ao vidro e abraço meus joelhos e choro. De repente, vejo a presença de alguém na cama à se levantar em sobressalto. Em meio as lágrimas também me levanto. Vejo uma mulher de costas com a respiração ofegante. Abaixo-me e pego a luz para visualizar melhor.

Olho à frente e me deparo com a mulher me fixando com seus olhos lagrimosos, num vestido de algodão e segurando um candelabro. Sou eu!!! Seus olhos de espanto são os meus! Apenas meu reflexo!?

Lentamente, seco as lágrimas, ajeito meus cabelos emaranhados pelo suor, respiro fundo e e murmuro:

"Apenas um pesadelo... "

O relógio marcava 3h 15 min.

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Um Anjo no Canal



Estava uma noite à andar pelos canais, esperando mais um dia chegar ao fim. Fim de uma longa jornada. O que pretendo fazer dos dias que me restam? O que desejaria das minhas últimas horas de vida? Qual meu maior desejo? Que fiz do tempo em que vivi? Amei o bastante? Cantei, abracei e falei tudo o que queria? Pedi perdão e perdoei? Afaguei meus bichinhos com amor suficiente? Falei menos e escutei mais? Usei minhas palavras pra fortalecer quem me rodeia? Ajudei mais e critiquei menos? Admirei a natureza que me rodeia? Ouvi os pássaros cantando em meio ao barulho dos motores? Afinal, eu vivi?

Algo pra se pensar enquanto vivo. Sempre são nossas últimas horas. Quando os vermes estiverem nos comendo e nossa unidade estiver se juntando aos minerais da terra, pensar já não se fará necessário. Enquanto caminho eu penso.

Mais em frente paro e começo a observar a corrente no canal. Uma dança hipnotizante de águas num fundo negro. Enquanto me embalo nessa dança sinto a brisa me acariciando as poucas partes descobertas da minha face. Os pensamentos começam se acalmar e passo a descobrir algo parecido com o "nirvana". O fundo negro do canal toma conta de meus pensamentos. Tudo parece evoluir quando percebo uma sombra humana de um gigante, ou seria sobre-humana, ao meu lado direito. Tendo me manter mas algo parecido com uma respiração canina, parece se aproximar. Quando tenho a impressão de sentir o calor desse hálito animalesco, já não pude me conter mais e em sobressalto, me virei. Uma figura paterna aparentando uns 83 anos, de aproximadamente 1,60cm de altura e uns 70kg, com fartos cabelos brancos sobre seu rosto marcado pela experiência me fixou com seus olhos pequenos mas tão pesados que me petrificaram.

"Você tem uma vida pra me emprestar?" me perguntou com uma voz tão calma como de quem pergunta pelas horas.

"Vida?!" Talvez nossa diferença de línguas tenham me feito traduzir errado a palavra.

"Sim, vida, life, la vie, vita, leben... A minha está se esgotando, preciso de outra. Se você não estiver usando a sua, poderia me dá-la".

Me mantive atônita. Só tinha forças pra manter meu músculo masseter firme pra minha mandíbula não despencar. Como um pequenino homem à primeira vista, tão indefeso e doce, me causava tanto temor ? Seriam palavras dignas da insanidade que certas doenças causavam com a chegada da idade?

"Não sou insano!!!" disse o senhor com um olhar que de tão profundo, achei que cheguei a ver a porta do inferno com labaredas de chamas.

Meu Deus! De tão alto que pensei ele escutou!

"Deixe me apresentar... meu nome é Leigh. Tenho pouco tempo pra conversar. Já se aproxima da meia noite. Preciso me apressar. Você não respondeu minha pergunta."

"Praz..." estendi a mão num ato instantâneo e impensado, mas tarde demais. Quando ele tocou em minha mão, minha alma se congelou. Um formigamento se apoderou de mim por alguns segundos. "Meu nome é..."

"Eu sei seu nome..." disse enquanto apertava educadamente minha mão.

Minha expressão deveria ser das piores. Já não conseguia mais raciocinar direito. O que era tudo isso?

"Então, minha querida, posso pegar a sua? Tenho te observado à tempos e percebo que não se importa muito com ela. De todas que já levei, acho que a sua me traria a maior satisfação. Nesse mundo coleciono aquelas que tudo tiveram e puderam e ainda assim não entenderam seu sentido. Acabam por fazer que sua vida passe em branco. Pois bem, você, 30 anos, nunca acreditou no amor, achava que tudo não passava de ações de hormônios e feromônios no cérebro. Não se interessou pela continuidade da vida pois filhos lhe tirariam a liberdade. Não fincou raizes e nada plantou. Queria a vida tão livre que de tanta liberdade se perdeu. Pois bem, dê-me ela... tenho planos infinitos..."

"Nunca!!! Não entendo como pode saber tudo isso, mas não!!! Eu devo estar no limite da loucura, à borda do precipício da insanidade. Mas eu amo a vida mais do que nunca. Quero tentar recuperar tudo o que deixei pra traz. Não vou desistir dela assim. Quero ver o sol raiar amanhã e trazendo o cheiro do orvalho da madrugada que se evapora lentamente. Quero me aquecer nos braços de quem amo e perceber a vida em cada ser que vibra nesse mundo..."

"Belas palavras pra quem ensaiava à alguns minutos um salto sem volta ao fundo do canal..."

Perplexa, segurei minha respiração. Isso mesmo, eu estava prestes à tal ato. Premeditei o fim. Quem era esse homem? Um anjo caído? Mensageiro da morte? Ou apenas um louco?

"Meu tempo se esgota e o seu também, não posso mais esperar... me dê... rápido"

Senti um desejo maior do que nunca de viver. Seja quem fosse esse ser, divino ou diabólico, despertou-me uma fome de vida, um temor imenso em perdê-la que lutaria até o fim por ela.

"Sinto muito se cheguei à esse limite de desespero onde premeditei o fim de minha vida. Mas agradeço ao senhor por me mostrar que meu amor por ela é maior do que seu desejo em apossa-la..."

Um grunhido animalesco e enfurecido saiu do fundo de sua garganta enquanto elevava seus braços ao alto e ajoelhava na calçada histórica daquele local que presenciou séculos de fatos mas talvez nada como aquilo. Ajoelhado, cabisbaixo, foi erguendo lentamente sua cabeça. Seu olhar já não era pesado, mas de uma brandura que me acalmava. Sua imagem foi instantaneamente evaporando como uma fumaça negra até desaparecer em segundos. Fechei meus olhos com as mãos, respirei fundo e fui abrindo aos poucos. Nada. Vierei e procurei por todos os lados. Ele desapareceu. Suspirei e antes que pudesse pensar em qualquer coisa um sussurro em meus ouvidos:

"Vivaaa..."

Olhei novamente a correnteza do canal e senti uma paz profunda. Já não havia ninguém nas ruas e pude apreciar a beleza das luzes solitárias que refletiam na água. Que teria sido tudo isso? Minha cabeça querendo me pregar peças?! Já é tarde, passado 2 minutos da meia noite. Caminhei em direção à casa. Sorria.

"Amanhã é um mais um grande dia"...

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Meu maior tesouro



Meu maior tesouro tem um nome. Algo como Fé, Amor e Paz. Com ele tenho tudo. Com ele descobri o mundo diante meus olhos. Por ele escrevo aqui, treinando o tráfego de sentimentos e na Rodovia coração-cabeça-teclado onde terminam em palavras. Isso mesmo, sou uma discípula de toda essa situação. Quando eu achar que estarei pronta, tentarei me apresentar ao mestre. Todos, pelo menos acredito, tentam se descobrir bom em algo. Eu ainda estou na busca.
Passei a vida toda buscando o sentido da minha vida. Li em vários lugares que o Amor é o sentido mas hoje acredito que o amor é que traz o sentido.
Amor... quantos milhões já tentaram filosofar sobre ele. Literaturas inteiras, credos, filmes... cada um com sua visão, sua loucura e seu fanatismo. Uma coisa é certa, amor não tem um único significado. Amor é infinito. Amor é o início de todos os outros sentimentos. Nós, humanos, em nossa infantil jornada pela vida é que o conjugamos erroneamente. Amor por si só é incondicional. Não se prende à um único sentido. É todos esses sentidos do amor que vamos conhecendo ao longo da vida.
Esse espaço é pra mim uma forma de expressar todo esse amor. Uma terapia. E uma forma de, quem sabe, poder contribuir pra essa corrente de energia pelo mundo. Não tenho pretensão alguma de ser escritora. Apenas me entender com as palavras. Quero poder surpreender meu tesouro, deixá-lo admirado. Escreverei alguns contos, pensamentos, as vezes sem nexo à primeira vista. E também à segunda...



terça-feira, 9 de outubro de 2007

Open Your Eyes- Snow Patrol





Pra quem não conhece essa versão de clip rodado em Paris, vale muito a pena. Suspiros....

O começo de tudo

Bem, nem preciso dizer que essas são as primeiras palavras de uma não-escritora, talvez uma não-digna de roubar o tempo, que não é infinito, das pessoas que de repente se deparam com uma página na internet, seja por devaneio, falta de sorte ou mesmo por acaso. Aliás, o que é acaso?! No meu caso, o acaso me levou à estar aqui, sentada em meio ao turbilhão de palavras, sentimentos, desejos e loucuras, um verdadeiro apocalipse mental que me sufocava. Agora, vou tentar explicar, mas você não precisa tentar entender. Seria algo assim:

"Era uma vez"... eu. Eu e o pinto, do Latim pictu, pintado, frango pequeno. Esse pequeno ser com suas penugens amarelas e seu estridente piar. Esse vulgo pinto no caso é de meu vizinho. Nesse exato momento, enquanto escrevo, ouço seu piar infinito. Fico imaginando se essa avezinha tem insônia ou se meu cérebro já assimilou esse piar. Hoje fazem 4 dias que meu cérebro pia. Ensaiei várias vezes uma abordagem ao meu vizinho mas desisti no meio do caminho. Como poderia chegar pra ele e dizer: "Amigo, não aguento mais seu "pinto"... ele está me deixando doida..." Ahhh... esse ex-ovo, que era tão silencioso hoje me aterroriza.

Estranho imaginar um pintinho em meio ao concreto. O pobrezinho sozinho com seu piar. Em minha cabeça a imagem desse ser paira numa paisagem campestre, com chão de terra, comendo minhoquinhas... não no quintal de meu vizinho! Para você leitor, tentar imaginar a situação, como acredito que essa pela qual passo não é muito corriqueira, se imagine num lugar onde a água pinga da torneira ininterruptamente num pote por horas seguidas. Dias...
Então, tento então acreditar numa frase:

"Paciência e tempo podem mais que força e raiva." (Jean de La Fontaine)

Mas vamos então filosofar fútilmente: paciência e tempo não são infinitos... E esse "piu" acaba por adquirir um poder tão dantesco que eu temia por me dominar. Tento mantras, orações, leitura, meditação, yoga... nada abafa esse barulhinho insano. Ok, pequenino gigante, vamos tentar outra:

"Somente quando de tudo desesperamos é que a esperança começa a ser a verdadeira força." (Gilbert Keith Chesterton)

Isso mesmo, minha esperança. Cheguei no limite do meu desespero particular(!). Escrevo aqui a partir de hoje, na esperança que meus "demônios" amarelos sejam exorcizados. Nossa... acho que funcionou!!! (silêncio repentino). Passados 37 segundos o piar volta. Alarme falso, devia ser hora do jantar. Bem, mas como eu estava dizendo, toda essa energia que acabou aflorando em mim, tento descarregá-la em forma de palavras. Palavras que espero que não se tornem o "piar" de ninguém. Hoje o começo foi com esse futuro prato principal, mas amanhã, não sei.

Finalizando, um trava-língua pra você relaxar depois de tudo isso:

Embaixo da pia tem um pinto que pia, quanto mais a pia pinga mais o pinto pia!